Como os ambientalistas pensam: 4. proibicionismo

Por Leandro Narloch

27/08/2021

Foto: Reprodução/Folha Independente.

Hoje chegamos ao quarto e último texto da nossa série sobre como os ambientalistas pensam. O tema é o proibicionismo.

Ambientalistas costumam entender as consequências imprevistas da proibição das drogas. Ao proibi-las, o governo empurra consumidores e fornecedores para a ilegalidade, onde a qualidade das drogas é pior e os conflitos se resolvem pela violência.

Mas os ativistas não percebem que o mesmo raciocínio se aplica à proibição da mineração em terras da Amazônia, por exemplo. A proibição (e a enorme burocracia de licenciamento ambiental) empurraram para a ilegalidade pessoas que podiam ter pequenas mineradoras legalizadas.

Há mais de 4 mil garimpos clandestinos no Brasil – na ilegalidade, disputas são resolvidas a bala; seguir as regras ambientais é a última das preocupações. Em Roraima, conflitos entre garimpeiros e índios ianomâmi estão terminando em mortes quase todo mês. A simples proibição da atividade não tem dado certo – e talvez seja a causa de diversos danos ambientais.